A guerra como fonte de literatura

Ao obrigar toda uma geração de jovens europeus a partirem na guerra, a I Guerra Mundial acabou por envolver vários nomes que fazem hoje parte da história da literatura.

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A Oeste nada de Novo, do alemão Erich Maria Remarque, gira em torno da experiência da guerra e pós-guerra mas, com a subida ao poder do regime nazi, o escritor passa a ser perseguido. O escritor foge para a Suíça e depois para os EUA, onde acaba por adquirir a cidadania americana. Pode dizer-se que Remarque tem o seu contraponto no escritor francês Céline. Céline também combateu na guerra e da experiência resultaria Viagem ao Fim da Noite, publicado em 1932, em que entra em rotura devido ao uso do calão e da linguagem vulgar. Segue-se, em 1936, Morte a Crédito. Mas é a postura antisemita dos panfletos Bagatelles Pour un Massacre ou Escola de Cadáveres que fazem dele um escritor maldito. Jean-Paul Sartre acusa-o de colaboracionismo e parte com o general Pétain e Pierre Laval para a Alemanha. No fim da guerra foge para a Dinamarca e é julgado à revelia em França e decretado “vergonha pública”. Depois de amnistiado, volta para França e com os seus últimos livros, sobre o exílio, e acaba por se tornar um ídolo da beat generation.
Guillaume Apollinaire é outro dos autores franceses ligado à I Guerra Mundial. Frequentador do bairro de Montparnasse, tinha entre os seus amigos Pablo Picasso, Jean Cocteau e o compositor Erik Satie. Ainda antes da guerra publica poemas e contos em revistas, sendo o seu primeiro livro O Encantador em Putreação, de 1909.

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