7 mães marcantes da literatura

Algumas muito boas, outras muito más,
mas todas mulheres de personalidade forte.
Descubra algumas das mães mais inesquecíveis da literatura.

 


Joy Newsome

O Quarto de Jack

Num romance que, elementos sombrios à parte, se centra nas relações entre mães e filhos, invocando questões (por vezes desconfortáveis) quanto à extensão ideal para o amparo e proximidade entre ambos, a jovem mãe de Jack surge como um destaque natural. Nem sempre segura das suas ações, faz ainda assim o melhor que pode em condições extremas para assegurar o bem-estar e a segurança do filho. Do princípio ao fim da narrativa, é o principal porto de abrigo na vida do pequeno Jack.


 

Cersei Lannister

A Guerra dos Tronos

Não é fácil gostar-se de Cersei Lannister. Uma das mais proeminentes figuras da mais rica e poderosa casa de Westeros, Cersei é brutalmente fria, vingativa e manipuladora em todas as suas ações. No entanto, tudo o que faz tem um objetivo: proteger os filhos. Esta sua missão está acima de qualquer outra coisa, até dela própria, e não olha a meios para a conseguir. Pragmática e maquiavélica, é uma das mães mais marcantes da popular saga de George R. R. Martin, que inclui igualmente a não menos protetora Catelyn Stark.


 

Margaret White

Carrie

Uma das mães mais malvadas e emblemáticas de sempre da literatura, Margaret White chega a parecer mentalmente desequilibrada, tal é o seu fanatismo religioso. Vê pecado nas ações mais inocentes, autoflagela-se em busca de penitência e castiga com frequência a filha Carrie por a considerar uma bruxa. O seu pudor manifesta-se muitas vezes de formas brutais, mas também procura (obsessivamente) na sua loucura proteger a filha de quem lhe quer mal.


 

Úrsula Iguarán

Cem Anos de Solidão

Grande matriarca da família Buendía, na qual se alicerça o romance de Gabriel García Márquez, Úrsula Iguarán é uma mulher determinada e de personalidade forte, a quem todos recorrem sempre que precisam de ajuda ou apenas de um ombro amigo. Ao longo da narrativa acrescenta ao papel de mãe o de avó e o de bisavó, mas nunca perde a preponderância na hierarquia familiar.


 

Eva Khatchadourian

Temos de Falar Sobre o Kevin

A narradora – através de uma série de cartas endereçadas ao marido – deste romance de Lionel Shriver é uma mulher em constante estado de pavor. Kevin, o filho, não é um rapaz comum. Causa-lhe problemas desde o momento em que nasce e exibe uma perturbadora tendência para a violência. Eva teme que possa ter um futuro negro pela frente, mas julga que o seu papel enquanto mãe é o de amar o filho incondicionalmente. Uma personagem complexa que dá vida a este thriller premiado de Shriver.


 

Corrine Dollanganger

Herdeiros do Ódio

A existir um prémio para pior mãe de sempre na literatura, Corrine Dollanganger seria certamente uma das principais candidatas a recebê-lo. Depois da morte do marido e na impossibilidade de manter o nível de vida a que ela e os quatro jovens filhos estão habituados, decide mudar-se para a mansão dos pais. O problema é que o pai não sabe que ela tem filhos e Corrine quer mantê-lo na ignorância. Vai daí, tranca os filhos no sótão, visitando-os uma vez por outra com presentes e promessas de um amanhã melhor. Bonita, simpática e aparentemente inofensiva, revela-se uma das mães mais incapazes (e perturbantes) de sempre.


 

Anna Karenina

Anna Karenina

As opiniões dividem-se quanto a esta bela aristocrata criada por Tolstói numa das suas mais elogiadas obras. Sensível mas de personalidade bem demarcada, Anna Karenina sente-se presa num casamento sem amor e acaba por se envolver com outro homem. Isto lança-a numa espiral depressiva que a torna apática e lhe destrói os instintos maternais. Não se podendo incluí-la no lote de piores mães da literatura, a verdade é que se coloca sempre em primeiro lugar, não levando as necessidades dos filhos em conta ao tomar as decisões realmente importantes da sua vida.

 


BÓNUS


 

Polly

As Aventuras de Tom Sawyer

É batota incluir a tia de Tom Sawyer numa lista de mães marcantes da literatura? Tecnicamente sim. A única filha (conhecida) de Polly é a sempre sensata Mary, mas é a relação com Tom – de quem ficou a cargo depois da morte da irmã – que lhe vale a inclusão. Polly é rígida, disciplinadora e passa a vida a queixar-se do sobrinho, mas está sempre disponível e mostra inúmeras vezes o quanto gosta dele. Prova de que muitas mulheres nem precisam de dar à luz para desempenharem e sentirem em pleno o papel de mães.


Por: Tiago Matos

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