7 livros que primeiro se estranham e depois se entranham

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São manuais de instruções para humanos, zombies que ensinam matemática e cartéis de droga que ensinam gestão. Apresentamos-te alguns livros que provam que o estranho também pode ser muito bom.

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Zombies & Cálculo

Colin Adams

Haverá algo mais assustador do que zombies? Se respondeste “matemática” este livro foi escrito para ti. Tudo começa quando um professor se vê no centro de uma epidemia zombie. Na ânsia pela sobrevivência, a sua principal arma será… a matemática.

É um livro estranho porque…

Quando ouvimos falar de um livro que junta zombies e cálculo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que se deverá tratar de um pedaço de bizarro fiction à semelhança dos trabalhos de Cameron Pierce ou Carlton Mellick III. Mas não. É realmente um livro útil para aprender matemática – e como sobreviver a um apocalipse zombie.

É um livro que se entranha porque…

É uma forma no mínimo interessante de passar a compreender as potenciais aplicações do cálculo, do crescimento exponencial, da aceleração da gravidade e de muitos outros aparentemente complexos conceitos matemáticos na vida real.

Tubarões Voadores

João Correia

Conheces o filme Sharknado, sobre um furacão que atinge Los Angeles e espalha pela cidade dezenas de tubarões sugados do fundo do mar? Tubarões Voadores não é bem a mesma coisa, mas também envolve viagens aéreas de tubarões.

É um livro estranho porque…

Reflete as filosofias de João Correia, um português com um currículo no mínimo bizarro que inclui: biólogo marinho, humorista, escritor, professor, baterista de rock, estafeta na Bolsa de Chicago, dono de uma sex shop, responsável pela captura de todos os animais do Oceanário de Lisboa e cofundador da empresa Flying Sharks – o foco deste livro.

É um livro que se entranha porque…

A Flying Sharks é, na verdade, uma empresa com um propósito nobre: preservar a biodiversidade marinha através do transporte aéreo de peixes vivos. Mais: é, nesta área, uma empresa pioneira em Portugal, pelo que as lições de gestão de João Correia são particularmente diferenciadoras.

Narconomics

Tom Wainwright

Sempre quiseste saber como gerir um cartel de droga? Esperamos que não. Mas é deste ponto que Narconomics parte para apresentar as mais diversas estratégias de gestão, resultado de uma destemida investigação jornalística por entre gangues, assassinos e produtores de droga.

É um livro estranho porque…

À partida não faz muito sentido pensar num cartel de droga como um exemplo a seguir. Mas é isso mesmo que sugere este livro. Pelo menos no que diz respeito a gestão.

É um livro que se entranha porque…

Percebemos que o sucesso dos cartéis de droga se deve em grande parte ao estudo que os seus líderes fizeram de corporações tão populares como a McDonald’s ou a Coca Cola. Mais do que uma mera curiosidade, Narconomics oferece-nos, assim, uma perspetiva fresca sobre como funciona a indústria das drogas e o que podemos aprender com ela.

Ser Humano

Ruby Wax

Este é para todos os humanos que nos estão a ler. Afinal, quem não sentiu algum dia a falta de um manual de instruções para saber lidar com uma ou outra dificuldade? Eis a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas.

É um livro estranho porque…

É dotado do por vezes bizarro sentido de humor de Ruby Wax, uma personalidade com créditos firmados na área da comédia, ou não tivesse trabalhado durante anos nos argumentos da série britânica Absolutamente Fabulosas.

É um livro que se entranha porque…

Fala de evolução, pensamentos, emoções, corpo, compaixão, relacionamentos, sexo, crianças, vícios, futuro, mindfulness e a capacidade de perdoar. Bastam 12 capítulos para aprendermos tudo o que precisamos sobre como ser humano.

Weapons of Math Destruction

Cathy O’Neil

Os algoritmos são uma mais-valia para o nosso tempo? Errado. De acordo com o que Cathy O’Neil, uma antiga analista de Wall Street, defende neste livro, os algoritmos são um instrumento para o aumento das injustiças sociais e, quem sabe, para o desmoronamento da democracia.

É um livro estranho porque…

Por muito que lhe torçamos o nariz, provavelmente nunca nos passou pela cabeça que a tecnologia pode ser injusta ou discriminatória. Mas é isso mesmo que Cathy O’Neil revela em Weapons of Math Destruction: os algoritmos que regulam tudo o que fazemos hoje em dia foram elaborados tendo por base preconceitos que mantêm em baixo as camadas mais desfavorecidas da sociedade.

É um livro que se entranha porque…

Embora seja estranho pensar que os computadores estão contra nós, é importante que conheçamos esta realidade para que a aprendamos a combater.

Ioga para Corrigir a Visão

Kazuhiro Nakagawa

É possível ver melhor recorrendo apenas a um método de meditação? O japonês Kazuhiro Nakagawa, diretor do Vision Fitness Center em Tóquio, acredita que sim.

É um livro estranho porque…

Estamos habituados a encarar os óculos, as lentes de contacto ou as cirurgias como as únicas soluções para potenciais problemas de visão. Mas eis que surge um método japonês, baseado no ioga, a defender que existe outra opção. E que tudo passa pela mente.

É um livro que se entranha porque…

Kazuhiro Nakagawa alerta-nos para os importantes problemas de visão que toda uma geração habituada a ecrãs de computadores, televisões, tablets smartphones já tem ou virá um dia a ter. E sugere alguns exercícios práticos, pensados para estimular as capacidades visuais sob a premissa de que os olhos e o cérebro são amigos inseparáveis.

Everything is F*cked

Mark Manson

Apresentações para quê? É o muito aguardado novo livro do autor de A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da, um dos títulos mais vendidos de 2018. E já se encontra em pré-venda na FNAC.

É um livro estranho porque…

Começa por nos explicar que está quase tudo mal no mundo – o ambiente está em perigo, as economias estão a falhar, os ânimos estão (sempre) ao rubro nas redes sociais – apenas para nos apresentar depois uma mensagem de esperança para o futuro.

É um livro que se entranha porque…

Mark Manson quer que saibamos que está tudo nas nossas mãos. Basta que sejamos mais honestos connosco e mais conectados com o mundo à nossa volta para que as coisas deem a volta e melhorem de forma significativa. A esperança tem razão de ser.

Por: Tiago Matos

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