7 histórias a bordo de comboios

Mistério, romance e exotismo. Os comboios são uma das inspirações mais comuns da literatura, servindo muitas vezes de gancho para arrancar com as narrativas.

 

 

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Um Crime no Expresso do Oriente

Agatha Christie

Asa

Agatha Christie parecia ter um fraquinho por comboios. Vários dos seus romances criminais, como O Comboio das 16h50 ou O Mistério do Comboio Azul, passam-se total ou parcialmente a bordo destes meios de transporte. O mais conhecido é inquestionavelmente Um Crime no Expresso do Oriente. Neste livro, Hercule Poirot viaja de Istambul a Londres a bordo do luxuoso Expresso do Oriente quando um inesperado nevão obriga o comboio a parar. Mas a maior surpresa é outra: um dos passageiros foi assassinado durante a noite. Cabe ao detetive belga interrogar todos os presentes a fim de descobrir a identidade do culpado, assim como o motivo e o método do crime, num dos mais curiosos mistérios de sempre.


 

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A Rapariga no Comboio

Paula Hawkins

Topseller

O thriller que fez de Paula Hawkins uma estrela, batendo recordes de vendas por todo o mundo, não decorre por inteiro no interior de um comboio, mas não há dúvida de que este desempenha um papel importante na narrativa. É, afinal, nas rotineiras viagens que Rachel Watson faz neste meio de transporte que se habitua a observar um casal aparentemente feliz. Deprimida e desiludida com a própria vida, Rachel afeiçoa-se a este casal e, sem nunca lhes falar, começa a fantasiar sobre as suas vidas. Isto até ao dia em que a mulher desaparece e Rachel se decide envolver na investigação para descobrir o que lhe aconteceu.


 

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O Desconhecido do Norte Expresso

Patricia Highsmith

Relógio d’Água

Alfred Hitchcock adaptou com sucesso este livro ao cinema, em 1951. Mas, ainda que não o tivesse feito, a história não deixaria de ter um tom bastante hitchcockiano. Tudo começa quando dois homens se conhecem e travam amizade enquanto viajam num comboio. Ambos têm problemas: o primeiro quer livrar-se da esposa para casar com a mulher que ama; o segundo quer livrar-se do pai que detesta. Acabam por chegar a uma bizarra lógica: se cada um assassinar o obstáculo do outro, nenhum deles terá um motivo para o crime e a polícia não terá razão para suspeitar deles. Mas claro que isto se revela mais simples de pensar do que de executar.


 

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A Volta ao Mundo em 80 Dias

Júlio Verne

Bertrand Editora

Neste clássico de Júlio Verne, o comboio partilha o protagonismo com outros meios de transporte do século XIX como barcos a vapor, carruagens e até elefantes. São estas as ferramentas que um aristocrata inglês e o seu assistente pessoal utilizam para responder à questão: será possível dar a volta ao mundo em 80 dias? Embora possa hoje parecer datada, a narrativa é um testemunho do fascínio que as inovações tecnológicas causaram na época.


 

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Os Comboios vão para o Purgatório

Hernán Rivera Letelier

Ulisseia

Uma viagem de comboio pelo deserto mais seco do mundo – Atacama, América do Sul – é o pretexto para a exploração de um exótico elenco de personagens. No comboio encontram-se, entre outros, um vendedor cego que canta boleros, um anão em busca do seu circo, uma vidente, um ruidoso grupo de ciganos e um acordeonista em luto. Nas muitas histórias que cada um tem para contar ao longo de quatro dias e quatro noites de viagem, descobre o chileno Hernán Rivera Letelier um pouco da história do seu próprio povo.


 

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Uma Noite no Expresso do Oriente

Veronica Henry

Quinta Essência

Se, graças a Agatha Christie, o Expresso do Oriente é geralmente associado a mistério, Veronica Henry aproveita-lhe o romantismo para desenvolver uma trama que é, na verdade, um encadeamento de histórias dos vários personagens que a completam. Relatando o percurso entre Londres e Veneza, Uma Noite no Expresso do Oriente é uma narrativa de segredos e paixões criada a pensar nos leitores mais românticos.


 

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O Grande Bazar Ferroviário

Paul Theroux

Quetzal

Em 1973, o americano Paul Theroux fez uma viagem de comboio que levou quatro meses e passou por Europa, Médio Oriente, Índia e Sudeste Asiático. Registou, no processo, as suas aventuras num divertido diário de viagem que é hoje uma referência na literatura do género: O Grande Bazar Ferroviário. Mais de 30 anos depois, repetiu a viagem e anotou as alterações em Comboio-Fantasma para o Oriente. O amor de Theroux por viagens – e comboios – não se esgota nestes dois livros; é evidente em várias das suas obras, entre as quais O Velho Expresso da Patagónia.


Por: Tiago Matos

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