5 livros que celebram a natureza

Foi a 22 de abril de 1970 que se assinalou pela primeira vez o Dia Mundial da Terra. Um dia que pretende sensibilizar para questões ambientais e de desenvolvimento sustentável. Para assinalar este dia, selecionámos 5 livros que apelam à reconexão dos leitores com a Terra e com a natureza.


O Apelo da Selva

Jack London

Metade São Bernardo, metade Collie, Buck é afastado da sua vida confortável como animal de estimação na Califórnia e vendido a comerciantes de cães. Depressa se vê a bordo de um navio, a caminho do Norte do Canadá, onde, após inúmeros maus tratos, acaba por ser salvo por John Thornton. Em dívida para com o seu novo dono, Buck permanece ao lado de Thornton, no entanto Buck não consegue resistir ao apelo da natureza.

Emocionante e cheio de ação, O Apelo da Selva explora a relação intemporal entre homem e cão, e os inevitáveis instintos primitivos que atraem Buck para longe da civilização e do homem, em direção a regiões inóspitas e selvagens.


O Lado Selvagem

Jon Krakauer

Em abril de 1992, Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a civilização, a sua própria identidade, doa os 25 mil dólares que constam do seu saldo bancário e parte em busca de uma experiência genuína que transcenda o materialismo do quotidiano. Rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano, inventa para si mesmo uma nova vida e, sem o saber, dá início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais. E é com o justo sentido da dimensão trágica deste caso verídico que Jon Krakauer o recupera para criar uma narrativa iluminada, que nos cativa pela sua capacidade única de trazer para a página impressa a força indomável de um espírito rebelde e lírico. Um must para todos os viajantes da estrada e da alma.


Walden ou a Vida nos Bosques

Henry David Thoreau

Publicado em 1854, este pioneiro livro de autodescoberta narra a experiência de dois anos de isolamento de Thoreau no lago Walden (Massachusetts, Estados Unidos) e inclui referências a temas como mitologia, História, poesia, carpintaria, fauna e flora. Acima de tudo, são as ideias do autor quanto à melhor maneira de viver uma vida simples, em harmonia com a natureza circundante e, portanto, exterior, mas especialmente com a nossa própria e intrínseca natureza humana. Este livro é considerado tão revolucionário e anticapitalista como o Manifesto de Marx e Engels, embora aqui a resposta dependa mais das ações individuais, da nossa mudança interior, do que da mobilização popular.


Contos da Montanha

Miguel Torga

Miguel Torga publicou em 1941 o livro Contos Montanha, que imediatamente foi apreendido pela polícia política. Em carta de abril desse ano, Vitorino Nemésio, solidarizando-se com o amigo, escreveu a propósito dessa apreensão: “Acho a coisa tão estranha e arbitrária que não encontro palavras. De resto, para quê palavras se nelas é que está o crime?”

Em 1955, Miguel Torga fez uma segunda edição no Brasil, com o título Contos da Montanha. A edição da Pongetti circulou clandestinamente em Portugal, assim como a 3.ª edição, de 1962. Em 1968, a obra Contos da Montanha foi de novo publicada em Coimbra, em edição do autor.


No Princípio Estava o Mar

Gonçalo Cadilhe

Este livro recolhe as melhores crónicas que Gonçalo Cadilhe escreveu ao longo de 15 anos para a revista Surf Portugal numa nova edição revista e aumentada pelo Clube do Autor. No entanto, o que eram inicialmente textos de surfista para surfista tornaram-se, com o tempo, objetos de culto lidos e comentados não apenas por corredores de ondas mas também por namoradas cúmplices, pais perplexos, professores coniventes e vários outros segmentos da sociedade fascinados com o sistema de valores recolhido no mar e sistematizado no papel pelo autor. No Princípio Estava o Mar é um convite a aproveitar o oceano, a desfrutar plenamente a natureza, a dar corda livre aos sonhos de errância e juventude, a não deixar para amanhã o que se pode viver hoje.

 


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