5 curiosidades que ainda não conheces sobre Game of Thrones

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Será que sabes o que inspirou George R. R. Martin a escrever As Crónicas de Gelo e Fogo? E que cena levou à decisão de adaptar a saga à televisão? Descobre tudo aqui.

 

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A-Muralha-de-Gelo

 

A-Furia-dos-Reis

 

O-Despertar-da-Magia

 

A-Tormenta-de-Espadas

 

A-Gloria-dos-Traidores

 

O-Festim-dos-Corvos

 

O-Mar-de-Ferro

 

A-Danca-dos-Dragoes

 

Os-Reinos-do-Caos

George R. R. Martin inspirou-se em tartarugas

George R. R. Martin nunca se coibiu de apontar O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, como uma das principais inspirações por detrás das suas Crónicas de Gelo e Fogo – na verdade, chegou mesmo a dizer que, sem a épica trilogia de Tolkien, os seus livros não existiriam.

Outra evidente inspiração foi a saga Os Reis Malditos, do francês Maurice Druon, que Martin apelida de “A Guerra dos Tronos original”. O que o autor raramente refere é que As Crónicas de Gelo e Fogo também devem a sua existência a… tartarugas. Mais especificamente as que teve na infância.

O pequeno George costumava mantê-las num castelo de brincar e imaginava-as no papel de reis, rainhas e cavaleiros. “[Mas] estas tartarugas morriam muito facilmente”, explicou numa entrevista ao Financial Times, citada pelo Simple Thing Called Life. “Eu achava que morriam porque se andavam a assassinar em intrigas sinistras. Comecei a escrever uma série de fantasia sobre quem matava quem, e as guerras pela sucessão. Por isso, A Guerra dos Tronos começou originalmente com tartarugas, acho eu.”

Todos os protagonistas de prólogos ou epílogos morrem

George R. R. Martin é um adepto incondicional da narração na terceira pessoa. E de narrativas com grandes elencos. De modo a envolver os leitores nos dramas pessoais de cada uma das suas criações, opta por restringir o ponto de vista a um personagem por capítulo.

Mas não se limita a aproximar-nos de figuras importantes, como Tyrion Lannister, Jon Snow ou Daenerys Targaryen; fá-lo também com personagens aparentemente tão irrelevantes como Jon Connington, Arys Oakheart ou Areo Hotah. Resultado: em apenas cinco livros, já utilizou 31 pontos de vista diferentes. Entre os seus favoritos, encontram-se nomes tão improváveis como Arianne Martel e Asha Greyjoy.

O mais curioso é que, até agora, todos os personagens que serviram de protagonistas num prólogo ou num epílogo acabaram mortos, no próprio capítulo ou pouco depois. São eles: Will, Meistre Cress, Chett, Merrett Frey, Pate, Varamys Sixskins e Kevan Lannister. Por isso ninguém levará a mal se não te lembrares de nenhum deles.

A série televisiva nasceu por causa do Casamento Vermelho

Atualmente na sétima temporada, A Guerra dos Tronos é uma das séries televisivas mais populares desta década. Aclamada pelo público e pela crítica, foi distinguida com 38 Emmy – um recorde no que respeita a séries com argumento transmitidas em horário nobre nos Estados Unidos – e a sexta temporada alcançou uma impressionante audiência média de 7,69 milhões de espectadores. É curioso pensar que, se não fosse uma certa cena em A Glória dos Traidores, tudo isto poderia nunca ter acontecido.

Referimo-nos à célebre cena do Casamento Vermelho, uma cena que, de acordo com o AVC Club, é particularmente chocante por simbolizar “a morte da esperança” na saga de George R. R. Martin. Para a escrever, o autor inspirou-se em dois eventos reais da história da Escócia: o Black Dinner, em 1440, e o Massacre de Glencoe, em 1692. A base verídica não evitou alguma perturbação. “Foi a coisa mais difícil que já escrevi”, chegou a afirmar Martin.

David Benioff concorda: “No livro, quando a banda começa a tocar o ‘Rains of Castamere’, sabemos que algo de mau está prestes a acontecer. Foi a mais forte reação física que já experienciei enquanto lia alguma coisa. Não queria virar a página, porque sabemos que algo horrível vai acontecer e não acreditamos realmente e não queremos que aconteça.”

Quem é David Benioff? Um fã dos livros de George R. R. Martin. E, com D. B. Weiss, um dos argumentistas responsáveis por adaptar a saga à televisão. A principal razão para o fazerem, de acordo com os próprios? Recriar visualmente o Casamento Vermelho. Missão cumprida.

A culpa de tantas mortes é do Wonder Man

Outubro de 1964. Na edição número 9 da banda desenhada The Avengers, é apresentado Simon Williams, um homem a quem é conferido um poder sobre-humano que o leva a assumir o nome de Wonder Man e a unir forças a um dos mais célebres grupos de super-heróis: Os Vingadores. Podia ser o banal início de mais um herói da Marvel Comics. Mas não. Eis que, num desfecho surpreendente, Wonder Man sacrifica a própria vida para salvar os companheiros. E morre na sua primeira história.

Saltamos para 1965. Na secção de correspondência de uma das edições de The Avengers, um adolescente George R. R. Martin dirige-se a Stan Lee e Don Heck, recordando a aventura de Wonder Man: “Que história! Fiquei sem palavras. A ação eletrizante, a caracterização sólida e aquele fantástico final deram uma energia extra e catapultaram-na para a classe das grandes.”

Decorrem 46 anos. George R. R. Martin é já um nome estabelecido na literatura, com uma queda particular para matar alguns dos seus personagens mais queridos. Numa entrevista, John Hodgman traz-lhe à memória a tal carta que enviou na adolescência a elogiar a aventura de Wonder Man. E Martin explica, finalmente, o que o levou a reagir com tanto agrado: “Gostava do Wonder Man! Sabe porquê? Porque morre [na sua primeira] história. É um personagem novo, é apresentado, e morre. Foi muito comovente. Era um personagem trágico, fadado. Acho que respondo a personagens trágicos e fadados desde o tempo da escola secundária.”

Não é preciso puxar muito pela cabeça para perceber a influência que isto teve em George R. R. Martin. Em seis temporadas, a série televisiva conta já 1243 mortos. Valar morghulis.

A saga é escrita num processador de texto dos anos 80

O primeiro volume de As Crónicas de Gelo e Fogo foi publicado em 1996, catapultando em definitivo George R. R. Martin para a glória. No entanto, ao contrário do que se pensa, o talento do autor era reconhecido bem antes disso.

Martin publicou o seu primeiro conto em 1972 e contabilizava já dezenas de histórias e uns quantos prémios literários antes de se aventurar nas intrigas de Westeros. Mais: além dos livros, escrevia para televisão, tendo passado a metade final da década de 1980 como um dos guionistas das séries The Twilight Zone e Beauty and the Beast.

Por estranho que possa parecer, utilizava na altura a mesma ferramenta de escrita que utiliza agora.

“Tenho dois computadores. Num deles, acedo à Internet, ao meu e-mail e trato dos impostos. E depois tenho o meu computador para escrever, que é uma máquina DOS, não conectada à Internet. Utilizo o WordStar 4.0 como processador de texto”, explicou George R. R. Martin numa entrevista a Conan O’Brien. A ferramenta a que se refere foi desenvolvida em 1978, mas a versão que o autor usa é mais “moderna”, datando da década de 1980.

A preferência de Martin justifica-se precisamente devido à sua simplicidade: “Faz tudo o que quero que um processador de texto faça e nada mais do que isso. Detesto alguns destes sistemas modernos em que escrevemos uma letra minúscula e ela muda para maiúscula. Eu não quero uma maiúscula. Se quisesse uma maiúscula, teria escrito uma maiúscula. Sei trabalhar com a tecla Shift.”

10 CURIOSIDADES SOBRE A SÉRIE

1

A sequência de abertura não é fixa. Muda de episódio para episódio, geralmente de modo a refletir os locais visitados em cada capítulo.

2

Alfie Allen, o ator que interpreta Theon Greyjoy, é o irmão mais novo da popular cantora Lily Allen, que até já escreveu uma canção sobre ele.

3

“The Rains of Castamere” é o título da mais emblemática canção de tributo à Casa Lannister. É também, simbolicamente, o título do episódio em que ocorre o Casamento Vermelho. Os produtores ponderaram fazer deste o tema de abertura da série, mas acabaram por optar pelo tema atual.

4

Harry Lloyd, o ator que interpreta Viserys Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys, é descendente de Charles Dickens.

5

Na fase de audições, Iwan Rheon foi seriamente considerado para assumir o papel de Jon Snow. Acabou por ficar com outro bastardo, Ramsay Snow.

6

A espanhola Oona Chaplin, que interpreta Talisa Maegyr, a amada de Robb Stark, é neta de Charles Chaplin e bisneta do Nobel de Literatura Eugene O’Neill.

7

Estima-se que o público feminino componha cerca de 42% da audiência de A Guerra dos Tronos, um número particularmente assinalável para uma série de fantasia.

8

O penúltimo episódio da sexta temporada, “Battle of the Bastards”, incluiu uma das mais exigentes cenas da série. Necessitou de mais de 25 dias de filmagem, envolvendo uma equipa técnica com 600 elementos, 500 figurantes e 70 cavalos.

9

O ator galês Ian Whyte já interpretou quatro papéis diferentes: Caminhante Branco (temporadas 1 e 2), Montanha (temporada 2), Dongo (temporadas 3 e 4) e Wun Wun (temporadas 5 e 6).

10

David Benioff e D. B. Weiss já sabem como terminará As Crónicas de Gelo e Fogo. Foi o próprio George R. R. Martin que lhes contou em 2013, de modo a poderem preparar convenientemente a série.
Por: Tiago Matos

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