5 clássicos em inglês para começares uma coleção este Natal

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Os clássicos nunca passam de moda e um bom leitor deve conhecê-los a todos. Aproveita este Natal para juntares à tua estante estes inesquecíveis livros da coleção Penguin Black Classics.

Cigarros ou livros? A pergunta pode parecer estranha, mas foi a partir dela que começou a história da Penguin Books, editora britânica que já completou 84 anos de vida.

Em 1935, Allen Lane, presidente da editora Bodley Head (mais tarde batizada Penguin Books), estava preocupado em conservar o seu negócio, que tinha sido severamente afetado pela Grande Depressão. Durante uma estadia numa casa de campo junto a Agatha Christie, Lane pensou em formas de evitar a falência. No entanto, só quando chegou à estação de comboios de Exeter, onde aguardava o comboio para Londres, é que teve uma ideia que mudaria a forma como se passaram a publicar livros em todo o mundo: e se livros de qualidade deixassem de ser apenas para as elites e estivessem disponíveis em locais como estações de comboios ou pequenas livrarias por preços acessíveis – o mesmo que o de um pacote de cigarros?

Foi com esta filosofia que nasceram as hoje emblemáticas coleções Penguin, das quais destacamos aqui a Penguin Black Classics, indispensável para todos os apaixonados por literatura que gostam de ter à mão os grandes clássicos do cânone ocidental (e não só).

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Bleak House

Charles Dickens

Podes começar por ler Bleak House de Charles Dickens. Este “monstro” literário tem mais de mil páginas na versão original, em inglês, pelo que podes precisar de algum tempo para o terminar, mas não vais dar esse tempo por perdido, já que o livro é considerado um dos melhores do autor. Trata-se de uma sátira de um julgamento do caso Jarndyce e Jarndyce no tribunal de Chancery, que investe mais no obscurecimento do caso do que na sua resolução. Charles Dickens aproveita para criticar fortemente o sistema judicial britânico, algo que volta a fazer em Little Dorrit.


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Pride and Prejudice

Jane Austen

Se quiseres uma leitura mais leve mas igualmente profunda, Pride and Prejudice de Jane Austen é o livro para ti. Muitos conseguem identificar-se com a destemida Elizabeth Bennet, que não deixa nada por dizer. Junta com o seu coprotagonista Mr. Darcy, aprendem o valor de não fazer julgamentos precipitados. Publicado anonimamente, este clássico já inspirou, entre outros, uma minissérie televisiva com Colin Firth e Jennifer Ehle e, mais tarde, um filme com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. E, já agora, sabias que Elizabeth era a heroína preferida da escritora? De certeza que também vais gostar dela.


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The Merchant of Venice

William Shakespeare

“Se nos picares, não sangramos? Se nos fizeres cócegas, não nos rimos? Se nos envenenares, não morremos? E se nos ultrajarem, não nos vingaremos?”, pergunta o judeu Shylock, personagem da peça The Merchant of Venice, uma comédia trágica de William Shakespeare sobre vingança e amor. A peça é complexa e poderás ter a tua própria interpretação quando a acabares de ler. Numa época em que os judeus voltaram a Inglaterra sob ordem de Oliver Cromwell em 1656, depois de terem sido expulsos por Eduardo I em 1290, será que Shylock é um vilão? Ou será o cristão António o mau da fita?


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The Picture of Dorian Gray

Oscar Wilde

Quando Oscar Wilde escreveu The Picture of Dorian Gray em 1891, o manuscrito foi publicado na Lippincott’s Monthly Magazine (que um ano antes tinha editado o também muito conhecido The Sign of the Four, de Arthur Conan Doyle) numa versão censurada – sem o conhecimento do autor – porque a publicação considerou a história imoral. No entanto, nem isso impediu os críticos da era vitoriana de acusarem o romance de ferir os costumes morais da época, usando-o inclusive mais tarde como prova contra Wilde quando este foi acusado e considerado “culpado de homossexualidade”.


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Frankenstein

Mary Shelley

Provavelmente já sabes isto, mas ainda existem algumas pessoas que pensam que Frankenstein é o nome do monstro, quando na verdade se refere ao cientista que roubou cadáveres (pelo menos de acordo com o filme) para dar vida a uma criatura numa experiência científica. A criatura nunca teve um nome, mas era tratada por Frankenstein como “diabo”. O mais impressionante foi mesmo que Mary Shelley escreveu este clássico com apenas 18 anos, tendo-o iniciado numa noite de tempestade, com chuva e trovões, em serões à luz das velas. Uma adição fantástica para qualquer colecionador de bons livros.

Por: Carolina R. Rodrigues

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