100 Anos de Pulitzer

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É um ano especial para um dos principais reconhecimentos das letras americanas: os prémios Pulitzer celebram um século de existência.

Na edição de 2016 dos prémios Pulitzer foram distinguidos, entre outros, os romances The Sympathizer, de Viet Thanh Nguyen (Ficção), Black Flags, de Joby Warrick (Não Ficção Geral), e Hamilton, de Lin-Manuel Miranda (Teatro).

Era conhecido como um dos mais poderosos nomes da imprensa americana e não perdeu a influência mesmo depois da morte. No seu testamento, Joseph Pulitzer deixou dois milhões de dólares à Universidade Columbia, incumbindo-lhe a missão de incentivar a excelência nas áreas do jornalismo e da literatura.

Os resultados não se fizeram esperar: no dia 4 de junho de 1917 atribuíram-se os primeiros prémios Pulitzer. Depois de 100 anos de grandes distinções – e algumas controvérsias –, permanecem um dos mais cobiçados galardões das letras americanas.


FICÇÕES QUE CONQUISTARAM O PULITZER


1940

As Vinhas da Ira
John Steinbeck

Os problemas financeiros que assolam os Estados Unidos durante a Grande Depressão servem de mote a este romance sobre uma família que parte em busca de um melhor futuro.

1953

O Velho e o Mar
Ernest Hemingway

É a história de um velho pescador cubano que teima em derrotar o maior espadarte que alguma vez viu. Mas é também uma história repleta de simbolismos, em especial se tivermos em conta que Hemingway a escreveu na fase descendente da sua carreira.

1961

Mataram a Cotovia
Harper Lee

Um homem negro é condenado por violação e um advogado é apontado para o defender neste clássico do gótico sulista que tem o racismo como tema central.

1981

Uma Conspiração de Estúpidos
John Kennedy Toole

Deprimido por não conseguir editora para esta comédia sobre um homem que se dedica a denunciar as falhas da sociedade, John Kennedy Toole acabou por se suicidar. Não sonhava que o livro lhe valeria um Pulitzer a título póstumo.


Os livros que quase ganharam

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Embora os vencedores dos Pulitzer sejam decididos por um comité de jurados composto por críticos e académicos, as escolhas têm de ser sempre aprovadas pelos membros da direção da Universidade Columbia, que organiza estes prémios. O que nem sempre acontece.
Assim se explica que, em 1941, se tenha vetado a decisão de atribuir o Pulitzer de ficção a Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway. Ou que tenha acontecido o mesmo a Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon, em 1973. Ou ainda a A River Runs Through, de Norman MacLean, em 1977. Reflexos do conservadorismo de alguns diretores.

1998

Pastoral Americana
Philip Roth

O efeito da Guerra do Vietname (e de outras perturbações das décadas de 1960 e 1970) nas vidas dos americanos comuns é um dos temas abordados neste clássico de Philip Roth.

2007

A Estrada
Cormac McCarthy

Parece, à partida, um vencedor pouco comum para o Pulitzer, mas a escrita de Cormac McCarthy dá um sabor distinto a este romance pós-apocalíptico sobre um homem e o seu filho que vagueiam pelos escombros de um mundo sem esperança.

2015

Toda a Luz que Não Podemos Ver
Anthony Doerr

Os jurados elogiaram os capítulos curtos e elegantes, bem como o contraste entre a natureza humana e o poder da tecnologia neste romance passado na Segunda Guerra Mundial e centrado na relação entre um órfão alemão e uma jovem francesa.


 

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