10 mulheres que revolucionaram a literatura moderna

Neste Dia Internacional da Mulher, destacamos algumas das autoras que mais marcaram a literatura mundial nos últimos anos. Algumas revitalizaram géneros, outras fizeram-se notar pela criatividade, mas todas são estrelas no mundo da escrita.


How to be both

Ali Smith

Não é das autoras que mais vende em todo o mundo. Não é das mais premiadas. Mas é, certamente, uma das mais aplaudidas da atualidade pela qualidade e destreza das suas narrativas. Além de escritora, esta escocesa é jornalista, guionista e professora universitária. Enquanto romancista, distingue-se por obras como How To Be Both ou O Passado é um País Estrangeiro. “Será recordada daqui a 50 anos, porque os seus livros são destemidos, graciosos e mudaram aquilo que foi possível. Ela redesenhou o mapa da ficção”, defende o The Telegraph.



Todos devemos ser feministas

Chimamanda Ngozi Adichie

Tornou-se símbolo do feminismo a nível mundial quando, em 2012, deu uma palestra no TED Talks sobre o significado de ser mulher nos tempos modernos. Essa mesma palestra foi depois transformada no poderoso ensaio Todos Devemos Ser Feministas, emocionando figuras como Beyoncé – que incluiu trechos do discurso de Adichie na música “Flawless” – e Michelle Obama – que lhe prestou tributo no The New York Times. Figura maior da literatura africana, Chimamanda é também conhecida por explorar a discriminação racial nos Estados Unidos, na Europa e no seu próprio continente. O romance Americanah é exemplo disso.



50 Sombras de Grey

 

E. L. James

O mundo dos romances eróticos sofreu uma viragem inesperada quando, em 2011, o nome de E. L. James veio ao de cima. A autora inspirou-se na saga de romances sobrenaturais Crepúsculo, de Stephenie Meyer, para escrever uma história de subserviência que muitos questionaram, mas que nem por isso deixou de ser campeã de vendas, levando o género erótico para o mainstream. Na sequência d’As Cinquenta Sombras de Grey, a autora britânica foi catapulta para o top das figuras mais influentes do mundo, de acordo com a revista Time. A popular saga inclui ainda As Cinquenta Sombras Mais Negras, As Cinquenta Sombras Livre Grey.



Em Parte Incerta

 

Gillian Flynn

Ninguém ficou indiferente ao casamento tóxico, manchado por segredos e mentiras, que a escritora americana traçou no livro Em Parte Incerta. Nem o 44.º Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que incluiu o livro numa das suas célebres listas de recomendações literárias. Gillian Flynn é a principal responsável pela ascensão meteórica dos thrillers psicológicos nos últimos anos. Os seus livros, muitas vezes construídos através da exploração de múltiplas perspetivas, têm enredos baseados em situações identificáveis, mas sempre centrados no que temos de pior enquanto humanos. Além do grande sucesso que foi Em Parte Incerta, a sua obra inclui ainda narrativas tão marcantes como Objetos Cortantes e Lugares Escuros.



Harry Potter

 

J. K. Rowling

Quando se fala de fenómenos literários, não há como fugir ao nome de J. K. Rowling. A criadora de Harry Potter marcou de tal forma as novas gerações que a sua escrita rapidamente passou para os ecrãs de cinema e para os palcos de teatro. É inegável o seu impacto na literatura e nos leitores: a saga protagonizada por Harry Potter foi traduzida para mais de 70 línguas e vendeu mais de 450 milhões de exemplares em todo o mundo. Já para não mencionar que J. K. Rowling é, há largos anos, uma das personalidades mais ricas e influentes do mundo.



A História de Uma Serva

 

Margaret Atwood

É muito mais do que uma contadora de histórias. É uma escritora que aproveita o dom das palavras para expor as suas convicções. O romance A História de Uma Serva, por exemplo, veio denunciar a opressão feminina e proclamar os direitos humanos. Já com a série MaddAddam – composta pelos volumes Órix e Crex, Ano do Dilúvio e MaddAddam –, a autora canadiana mostra as suas preocupações ambientais. “Margaret Atwood não se limita a defender os seus princípios. Coloca-os à prova romance após romance. O que faz como ativista serve apenas para aprofundar o seu trabalho como escritora de ficção”, elogiou Maureen Freely, uma das juradas do prestigiante prémio Pen Pinter, que Atwood conquistou em 2016.



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Paula Hawkins

Fã assumida de Gillian Flynn – e particularmente de Em Parte Incerta –, esta inglesa decidiu aventurar-se na escrita do seu próprio thriller psicológico depois de anos como jornalista na área financeira. Em boa hora o fez, já que o resultado foi A Rapariga no Comboio, um livro escrito sob múltiplas perspetivas que bateu todos os recordes, vendendo mais de 15 milhões de exemplares em todo o mundo desde que foi publicado, em 2016. Catapultada para o estrelato, está prestes a publicar Escrito na Água, que a pode confirmar em definitivo como um peso-pesado da literatura contemporânea.



Crepúsculo

 

Stephenie Meyer

Vender mais de 100 milhões de livros antes dos 40 anos não é para toda a gente. Mas foi precisamente isso que esta americana fez. Tudo graças a Crepúsculo, uma tetralogia de romances sobrenaturais sobre uma jovem que se apaixona por um vampiro. A saga teve o condão de disseminar massivamente o género e popularizar o termo tween, que classifica o público para quem estes títulos são dirigidos: jovens na fase inicial da adolescência. A escrita de Stephenie Meyer pode não ser apreciada por todos, mas a autora continua extremamente influente entre as camadas mais jovens – e não só.



Jogos da Fome

Suzanne Collins

À semelhança do que acontece com Stephenie Meyer – e apesar de contar também na bagagem com a série de livros Gregor –, a obra desta americana encontra-se principalmente marcada por uma saga: Os Jogos da Fome. A imensa popularidade desta trilogia distópica que mistura intriga política, romance e reality shows ajudou a definir a literatura Young Adult. O feito valeu a Collins o reconhecimento como uma das pessoas mais influentes do mundo em 2010.



Vozes de Chernobyl

Svetlana Alexievich

É a única autora desta lista que se dedica exclusivamente a livros de não ficção. E é também a única que se pode gabar de já ter conquistado o Prémio Nobel de Literatura. Nada mau para esta bielorrussa que prefere retirar-se das suas obras, substituindo a narração pelos testemunhos das muitas pessoas que entrevista. É o que acontece em livros como Vozes de Chernobyl, A Guerra Não Tem Rosto de Mulher e Rapazes de Zinco, que a têm confirmado como um dos principais nomes da literatura contemporânea.


Por: Carolina Morais e Tiago Matos

 

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