10 mulheres marcantes da literatura

Surgem como narradoras ou personagens principais. Conheça algumas das mulheres mais emblemáticas da literatura.

 


Tereza

A Insustentável Leveza do Ser

Neste romance, o escritor Milan Kundera apresenta Tereza como uma mulher de opostos. É fotojornalista, casada com Tomás, e aceita as suas infidelidades como fruto das suas próprias fraquezas enquanto mulher. O peso de Tereza contrasta, ao longo de toda a obra, com a leveza de Tomás. Kundera explora o conflito interior que Tereza vive com o seu próprio corpo, uma luta diária em frente ao espelho. É na coragem do seu trabalho como fotojornalista durante a tomada de Praga pelos soviéticos que Tereza encontra o sentido da vida, a beleza e a leveza.


 

Lily (ou Otília)

Travessuras da Menina Má

Lily, a menina má deste romance de Mario Vargas Llosa, deixa Ricardo – o narrador – apaixonado por ela desde o primeiro instante. E ao longo de quatro décadas. Misteriosa, independente e sensual, Lily vai-se cruzando com Ricardo, ao longo da segunda metade do século XX, em cidades como Lima, Paris, Londres e Madrid, onde têm sempre encontros românticos. Mesmo quando não está na vida do diplomata, a presença de Lily é forte, constante e dominadora.


 

Ursula Iguarán

Cem Anos de Solidão

Mãe, avó, bisavó. Ursula é o pilar da família Iguarán ao longo do livro que valeu a Gabriel García Márquez o Prémio Nobel de Literatura. E se Macondo é descrita como uma sociedade patriarcal, sendo o marido de Ursula, José Arcadio Buendía, o seu fundador, a verdade é que o papel que Ursula desempenha ao longo dos cem anos da vida desta família acaba por ser, nas palavras do próprio Gabo, uma mulher omnipresente e quase omnipotente. Quando o marido enlouquece, é Ursula que assume as rédeas da família, postura idêntica em muitas outras situações.


 

Emma Bovary

Madame Bovary

Emma é o centro da obra de Gustave Flaubert e sem ela não haveria Madame Bovary. Sonhadora, mãe e amante, Emma é cruelmente real – em tudo o que o ser humano pode ter de bom e de mau. Agarra-nos do início ao fim, pela sua história de vida, pelo egoísmo, ganância e arrogância. É uma personagem que envolve o leitor de tal forma que quase cria a sensação de estarmos em frente a um espelho, revendo os nossos próprios defeitos. Além disso, é uma mulher carismática e linda. Estes são os seus maiores trunfos. Talvez por isso haja tanta conivência relativamente aos seus erros.


 

Lisbeth Salander

Saga Millennium

Surge como personagem secundária na trilogia de Stieg Larsson, mas Lisbeth Salander é uma pessoa com uma inteligência acima da média. O seu corpo marcado por tatuagens, piercings e um estilo gótico muito próprio são características que ajudam a construir a ideia de uma mulher independente, destemida e com uma postura pouco ortodoxa. Uma mulher excecional num mundo de homens, cujos trunfos como hacker são essenciais para ajudar Blomkvist a resolver o mistério do desaparecimento de Harriet Vanger. Lisbeth Salander não para de surpreender o leitor e os que a rodeiam e é também esse o segredo do sucesso desta saga.


 

Maria Eduarda

Os Maias

No início da obra de Eça de Queirós, pouco se sabe sobre Maria Eduarda. Algumas descrições sobre a bebé, mas pouco mais. Na trama, chegam inclusive notícias ao velho avô Afonso de que a sua neta teria morrido. Uma omnipresença que se mantém até ao sexto capítulo, quando Maria Eduarda chega ao Hotel Central: alta, loira, “elegante e bem vestida” e “maravilhosamente bem feita”. A intriga começa aqui: Maria Eduarda apaixona-se, sem saber, pelo irmão Carlos da Maia (que sabe a verdade mas não é capaz de a dizer à irmã).


 

Elizabeth Bennet

Orgulho e Preconceito

Elizabeth é a segunda filha da família Bennet, e é uma personagens mais conhecidas da literatura inglesa, não só pela sua honestidade, gentileza e virtude, mas também pela capacidade de desafiar os estereótipos de classe e da sociedade. Experienciando uma vida familiar conturbada – duas irmãs endiabradas, uma mãe deprimida e um pai distante –, Elizabeth surge no romance de Jane Austen como uma mulher inteligente, perspicaz, que vive numa busca intensa pela felicidade e satisfação pessoal.


 

Anne Frank

Diário de Anne Frank

Na adolescência, fruto da invasão da Holanda pelas tropas nazis, Anne Frank, judia, é forçada a viver dois anos num anexo. Durante esse tempo, escreveu o seu diário: os pensamentos, os desejos, o dia a dia no anexo, o receio de ser descoberta e os momentos especiais de uma adolescente, como o primeiro beijo. Hoje as suas palavras correm o mundo e são uma lição de resistência, demonstrando o ponto de vista de uma adolescente judia numa guerra que matou milhões.


 

Anna Karenina

Anna Karenina

Esta personagem de Lev Tolstoi vive um casamento infeliz. Procura a felicidade num amante, Alexei Vronski, e acaba por deixar o marido. Karenina é uma mulher da alta sociedade de São Petersburgo, uma mãe carinhosa que se preocupa com o próximo e dá grande valor às verdadeiras amizades. A sua presença não passa despercebida. Anna Karenina acredita incessantemente no amor e é esta vontade de ser feliz que a personagem deixa transparecer ao longo de todo o livro.


 

Lolita

Lolita

Dolores Haze, ou Lolita, é a personagem central da obra de Vladimir Nabokov. Esta adolescente, sedutora e caprichosa, começa a competir com a mãe pela atenção de Humbert, um professor de literatura com quase 40 anos, e acaba por se envolver sexualmente com ele quando ele se torna seu padrasto.


Por: Catarina Sousa

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