10 livros que te revelam factos que ainda não conhecias sobre a História

 

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Os romances que ficcionam alguns dos momentos mais marcantes da História são livros que te ensinam sempre alguma coisa. Não acreditas? Deixamos-te alguns exemplos.

O Império Romano durou mais tempo do que qualquer outro

Para os amantes da História antiga, mais especificamente do Império Romano, a série A Saga da Águia acompanha as aventuras de Cato e Macro durante o império que mais tempo durou – perto de 1500 anos. Em O Sangue de Roma, o mais recente volume publicado, os dois heróis enfrentam o Império Parta na província romana da Arménia, um dos conflitos que, na vida real, opôs ambas as potências durante mais de 200 anos. Afinal, Simon Scarrow situa os seus romances no cenário mais realista possível, já que se orgulha de escrever ficção (e não fantasia) histórica.


O mais antigo tratado em vigor data do reinado de D. João I

Sabias que o reinado do mestre de Avis foi o mais longo de Portugal? D. João I governou durante quase 50 anos e cunhou a segunda dinastia portuguesa. Uma dinastia cujo legado perdura até hoje, uma vez que foi do casamento entre D. João I e Filipa de Lencastre que se iniciou uma das mais antigas alianças, forjadas em 1386 com o Tratado de Windsor, o mais antigo do mundo, entre Portugal e Inglaterra. A história do casal, que a autora considera de amor, é reconstruída neste romance sem negligenciar a componente política da união.


D. Maria II foi rainha de um reino que nunca tinha visitado 

Especialista em romances históricos sobre mulheres que marcaram Portugal, a autora de Isabel de Aragão, Filipa de Lencastre e D. Amélia escreve não só sobre a última rainha a governar o país por direito como também sobre a rainha de Inglaterra da altura. A correspondência trocada entre as duas serviu de base a este romance de Isabel Stilwell que já tinha escrito sobre a governanta portuguesa em D. Maria II. Apesar de ter sido consagrada rainha aos 7 anos, a filha de D. Pedro I, imperador do Brasil, só conheceu o país que liderava aos 14.


 D. Sebastião pode não ter desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir

Um dos mistérios mais antigos da História de Portugal relaciona-se com o paradeiro de D. Sebastião depois da derrota de Alcácer-Quibir. Ao ponto de o antigo rei se ter tornado uma espécie de messias para o povo português. Depois de o primeiro volume de O Regresso do Desejado imaginar como seria o país se D. Sebastião tivesse retornado e a dinastia filipina nunca tivesse governado Portugal, a sequela explora a divisão entre a Igreja Católica e D. Sebastião que acabou por estabelecer um entendimento com os marroquinos.


D. Afonso II não foi um mau rei

O neto de D. Afonso Henriques, conhecido para a História como “O Gordo”, não tem sido alvo de grande estima entre os historiadores. Isto devido às reduzidas conquistas territoriais durante o seu reinado, pelo menos quando comparadas com o legado deixado pelo seu pai e avô, “O Conquistador” e “O Povoador”, respetivamente. Apesar de “a historiografia medieval [salientar] que o monarca nada fez que mereça louvores”, como refere a autora no romance que ficciona o seu período de governação, a verdade é que D. Afonso II deixou a sua marca na História e foi um bom rei. Afinal, “a ação de controlo do poder senhorial e eclesiástico tem nele o seu início”.


Fernão de Magalhães foi visto como um traidor

Depois de já ter escrito sobre Pedro Álvares Cabral em Vera Cruz e Vasco da Gama em Índias, João Morgado conta a história do homem que provou pela primeira vez que a Terra era redonda. No entanto, precisamente por isto, Fernão de Magalhães foi considerado um traidor, já que circundou o planeta “primeiro pelo oriente – ainda ao serviço dos portugueses – e depois pelo ocidente – então já ao serviço de Castela”, como explica o autor numa entrevista. Fernão de Magalhães foi também o primeiro europeu a navegar no Pacífico e o responsável por levar o catolicismo até às Filipinas. Descobre mais sobre a sua vida neste romance.


O projeto nuclear nazi tinha fábricas de fachada

O que teria acontecido se os alemães tivessem levado a cabo o seu projeto nuclear durante a Segunda Guerra Mundial? Luís Corredoura colocou um português (judeu) no centro do possível sucesso deste projeto atómico que tinha espalhado pela Europa várias fábricas de “engodo” para enganar os aliados –  o verdadeiro urânio estava a ser enriquecido em instalações secretas. A destruição de uma destas fábricas na Noruega é um dos acontecimentos reais descritos neste livro “distópico baseado em factos verídicos”, como descreve o autor.


Henrique VIII teve mais casamentos do que filhos legítimos

Conhecido pelas atribuladas relações com seis esposas (e por ter fundado a Igreja Protestante para poder anular o seu primeiro casamento), especula-se que Henrique VIII possa ter tido vários filhos fora do matrimónio. No entanto, apenas quatro dos que sobreviveram ao parto foram fruto dos seus casamentos. E mesmo assim nem todos foram considerados legítimos. Exemplo: Isabel I, filha de Henrique com Ana Bolena que, apesar de ter governado Inglaterra, chegou a ser declarada ilegítima. E sabias que Ana nem foi a única irmã Bolena a encantar o rei? Sabe mais neste romance Philippa Gregory ficciona o romance que envolve Henrique VIII e as duas irmãs num livro que já foi adaptado ao cinema.


Leonardo da Vinci era vegetariano

Ao contrário de outros artistas da sua época, Leonardo da Vinci não viveu na pobreza. Isto porque o seu talento foi reconhecido ainda em vida (embora não à escala atual) ao ponto de ter trabalhado para o rei de França. Depois de escrever sobre Steve Jobs e Albert Einstein, Walter Isaacson reconstrói a vida daquele que considera o “génio mais criativo da história” numa biografia que espelha também a sua personalidade: “ilegítimo, homossexual, vegetariano, canhoto, com facilidade em distrair-se e, ocasionalmente, herético.”


O Norte dos Estados Unidos era o destino de fuga de vários escravos

“A primeira vez que Caesar propôs a Cora fugirem para Norte, ela respondeu‐lhe que não.” Não obstante, a fuga destes dois escravos (e de tantos outros) do Sul para o Norte dos Estados Unidos através de uma estrada subterrânea viria a mudar o rumo do país para sempre. Colson Whitehead, o vencedor do Pulitzer de Ficção de 2017, reescreve a história dos Estados Unidos em A Estrada Subterrânea, acrescentando-lhe uma rede clandestina de resgate de escravos num romance que chegou a ser recomendado por Oprah Winfrey e Barack Obama.

Por: Tatiana Trilho

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