10 casais inesquecíveis da literatura

Em Dia de São Valentim, recordamos alguns dos casais mais marcantes de sempre da literatura.

 


Romeu e Julieta

Romeu e Julieta

Embora provenham de famílias inimigas, os jovens protagonistas desta tragédia de William Shakespeare apaixonam-se de modo tão avassalador que a impossibilidade de ficarem juntos os leva a desejar a morte. Há quem os considere precipitados, imaturos ou simplesmente ultradramáticos, mas Romeu e Julieta continuam a ser, tantos anos depois, o primeiro casal que vem à memória quando o assunto é amor.


Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy

Orgulho e Preconceito

No curioso relacionamento entre Elizabeth e Mr. Darcy reside o principal foco de interesse desta clássica história de amor de Jane Austen, uma das obras mais aclamadas da literatura inglesa. Ela começa por não lhe achar muita piada. Ele também não lhe acha muita piada a ela. Mas, à medida que o tempo passa, apercebem-se que se tornaram indispensáveis um ao outro.


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Heathcliff e Catherine Earnshaw

O Monte dos Vendavais

Heathcliff e Catherine não são um casal comum. Até porque não chegam efetivamente a ser um casal. São educados como irmãos quando o pai de Catherine adota o pobre e “selvagem” Heathcliff. Mais tarde, este confessa o seu amor, mas a jovem herdeira da mansão de Wuthering Heights decide rejeitá-lo em busca de um parceiro mais socialmente capaz. Uma decisão com consequências trágicas, habilmente exploradas por Emily Brontë no seu único romance.


Jay Gatsby e Daisy Buchanan

O Grande Gatsby

Jay Gatsby e Daisy Buchanan também não chegam propriamente a formar um casal. Pelo menos de forma oficial. No elogiado romance de F. Scott Fitzgerald, Daisy é casada com outro homem e Gatsby é um misterioso milionário que a deseja de forma obsessiva. O romance entre ambos faz-se, por isso, mais nas entrelinhas. Mas não deixa de ser marcante.


Frank e April Wheeler

Revolutionary Road

O casal que domina este romance de Richard Yates, finalista do National Book Award, deixa marca pelas piores razões. Ora estão a discutir e a ofender-se mutuamente, ora – ainda pior – a conter as frustrações até explodirem. April acha que a solução para reparar esta relação que perdeu a chama é mudarem-se para Paris, mas Frank não tem a certeza. E acabam por se ver com as mesmas vidas tristes e medíocres dos casais de quem sempre troçaram.


Nick e Amy Dunne

Em Parte Incerta

Por falar em casais desavindos, poucos o serão como Nick e Amy Dunne neste celebrado thriller psicológico de Gillian Flynn. O estranho desaparecimento de Amy, logo nas primeiras páginas, funciona como porta de entrada para a dissecação de uma relação turbulenta – mas que parte de uma base perfeitamente identificável – em que cada uma das partes tenta levar a melhor sobre a outra. Por vezes com consequências extremas.


Therese Belivet e Carol Aird

Carol

Na conservadora sociedade americana dos anos 50, uma jovem de 19 anos apaixona-se por uma mulher mais velha, com uma filha, que se encontra em fase de divórcio. Neste romance que Patricia Highsmith publicou originalmente sob o pseudónimo de “Claire Morgan”, devido à sensibilidade do tema, destroem-se estereótipos e explora-se um amor (então) proibido.


Baltasar e Blimunda

Memorial do Convento

O amor entre Baltasar e Blimunda é um dos pontos que sustentam um dos mais elogiados romances de José Saramago. Ele é um soldado maneta, conhecido como “Sete-Sóis”; ela uma mulher que consegue ver o interior das pessoas e das coisas, a quem chamam de “Sete-Luas”. Conhecem-se num auto de fé promovido pela Inquisição e constroem a partir daí uma relação que sobrevive aos horrores da época.


Pat Peoples e Tiffany Webster

Guia para um Final Feliz

O que une o casal de protagonistas deste romance de Matthew Quick é um passado de instabilidade emocional e traumas psicológicos. Acabado de sair de uma instituição psiquiátrica, Pat está obcecado em reaver a mulher; Tiffany, por sua vez, procura um novo rumo após a morte do marido. Consolando-se mutuamente, formam uma parceria inesquecível em busca do lado positivo da vida.


Noah Calhoun e Allie Hamilton

O Diário da Nossa Paixão

O primeiro romance publicado por Nicholas Sparks dá-nos a conhecer um amor que se mantém vivo ao longo de anos, sobrevivendo a desencontros, desentendimentos e até a graves doenças. O tom sentimental da narrativa pode fazer com que Noah Calhoun e Allie Hamilton pareçam, à primeira vista, menos realistas do que outros casais desta lista. Foram, no entanto, baseados em pessoas reais: os sogros do próprio autor.

 


Por: Tiago Matos

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