10 calhamaços que só tens tempo para ler nas férias

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Ah, é tão bom quando temos tempo para ler um calhamaço… É sinal de que estamos mesmo de férias! Por isso, em vez de os deixares a ganhar pó na estante, pega naquele livro que andas para ler há meses e nunca tens tempo.


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Páginas: 1392

It

Stephen King

O tamanho não é a única coisa que assusta neste livro. Em It, um grupo de crianças é aterrorizado por uma criatura extraterrestre que se alimenta de humanos e adora saborear o seu medo. Ao longo das muitas páginas que compõem este clássico de terror recentemente adaptado ao cinema e com uma segunda parte prevista para 2019, saltamos entre passado e presente – isto porque o grupo se vê obrigado a enfrentar a criatura mesmo já na idade adulta. É, por isso, uma leitura desaconselhada se queres ter uma boa noite de sono. Ah, e mais um conselho: cuidado com as sarjetas.


O Pintassilgo

Páginas: 896

O Pintassilgo

Donna Tartt

Este é um daqueles livros que amas ou odeias: afinal, há quem o aponte como o livro mais angustiante de Donna Tartt. É sobre um rapaz que se sente culpado quando sobrevive a uma explosão que mata a mãe. A partir daí, toma uma série de más decisões – particularmente quando rouba do museu onde a mãe trabalhava o seu quadro preferido: “O Pintassilgo” – e entra numa espiral descendente. Uma história com quase 900 páginas que te poderá acompanhar durante grande parte das tuas férias.


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  Páginas: 872

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Paul Auster

Podes ficar confuso. Podes até perder o fio à meada. Isto porque, apesar de ser uma única pessoa, Archibald Isaac Ferguson leva quatro vidas. É que, neste longo livro, Paul Auster explora como cada decisão poderia ter mudado o rumo da vida do personagem principal em quatro direções diferentes. Afinal, quem nunca questionou os caminhos que tomou na vida e como as coisas poderiam ter sido? No caso de Ferguson, podes tirar essas dúvidas a limpo.


Anna-Karenina

Páginas: 800

Anna Karénina

Lev Tolstoi

Como um mal nunca vem só, além de uma dor de braço (devido ao peso), este livro também pode dar uma dor de cabeça (graças à dramática narrativa). O amor e uma cabana. Não era bem este o sonho de Anna Karénina, tal como não era intenção do autor escrever uma história de amor. Karénina procurava uma paixão arrebatadora e Tolstoi criticava a sociedade russa do século XIX. Ainda assim, Dostoiévski considerou Anna Karénina uma obra de arte sem falhas e William Faulkner chegou mesmo ao ponto de o apelidar de melhor romance de todos os tempos. Nada mau.


Os-Maias

Páginas: 720

Os Maias

Eça de Queirós

Não é por acaso que quando saiu a (falsa) notícia de que Os Maias iam deixar de ser obrigatórios no ensino secundário, uma onda de alívio invadiu alunos de norte a sul do país. A fama de longo e entediante persegue este clássico da literatura portuguesa que conta a história de três gerações de uma família portuguesa. No entanto, há muito que se lhe diga sobre esta crónica irónica do Portugal oitocentista, desde logo o facto de alertar para uma muito necessária mudança de mentalidades na nossa sociedade. Pode ser longo, mas vale a pena. Dá-lhe uma oportunidade nestas férias.


as janelas do ceu

Páginas: 672

As Janelas do Céu

Gonzalo Giner

Se gostas de romances históricos, que tal passares as férias com este calhamaço épico de Gonzalo Giner? A história tem lugar no século XV, viajando entre a Europa e o Norte de África, e apresenta-nos Hugo de Covarrubias, um homem que decide abraçar a sua vocação – pintar vitrais – em detrimento do negócio familiar no comércio de lãs. Um livro que o autor dedicou a todos aqueles “que nem sempre veem com clareza o horizonte das suas vidas”.


Moby-Dick

Páginas: 616

Moby Dick

Herman Melville

Uma enciclopédia de baleias dividida em 135 capítulos. O insistente realismo de Melville é a razão por que este livro é criticado por uns e elogiado por outros. De tal forma que levou Nathaniel Philbrick a publicar Why Read Moby Dick?, um livro onde explica porque é que o clássico continua atual e a merecer ser lido. E que tem muito a ver com a própria história, sobre a caça a um cachalote branco que se torna uma obsessão e testa os limites da razão e moralidade do ser humano.


Dune

Páginas: 592

Dune

Frank Herbert

O simples facto de ter um glossário denuncia de imediato que a sociedade interestelar imaginada por Frank Herbert neste seu épico pode ser de difícil compreensão. Mas este é um livro (o primeiro de uma série de seis) obrigatório para fãs de ficção científica – George Lucas admitiu ter-se inspirado em Dune para criar Star Wars e as cópias que ainda restam da primeira edição vendem-se por mais de 10 mil dólares. A narrativa tem lugar num planeta que, apesar de deserto, é a única fonte da substância mais importante do universo. O que leva, naturalmente, a uma autêntica guerra para a obter.


O-Senhor-dos-Aneis-Vol-1

Páginas: 468 + 452 + 388

O Senhor dos Anéis

J. R. R. Tolkien

É um dos maiores clássicos da literatura fantástica, mas ainda há muita gente que nunca leu esta trilogia escrita durante a Segunda Guerra Mundial por um atormentado Tolkien, que temia os efeitos de uma corrida às armas nucleares – talvez porque tenha, no total, mais de 1300 páginas. Se já viste os filmes de Peter Jackson, então podes imaginar o tempo que o autor dedica a descrever os cenários onde se desenrola a ação. Mas qualquer pessoa sabe que os filmes nunca são tão bons como os livros. Por isso aproveita as férias para descobrires as diferenças entre as histórias nos dois formatos.


A-Guerra-dos-Tronos

Páginas: 400 + 416 + 480 + 416 + 544 +
+ 528 + 448 + 336 + 576 + 608

As Crónicas de Gelo e Fogo

George R. R. Martin

O quinto livro de As Crónicas de Gelo e Fogo foi escrito há sete anos e ainda não há certeza de quando o próximo será publicado. É, por isso, também um exercício de paciência ler estes livros, principalmente quando existe uma série televisiva tão reputada que nos facilita a tarefa. Mas atenção que, tal como acontece em O Senhor dos Anéis, as diferenças de adaptação aqui também são significativas. Sabes quem era a verdadeira noiva de Robb Stark? Quem perdeu o nariz durante uma batalha? Quem perdeu a bochecha à dentada? E quem afinal não morreu ou simplesmente nunca existiu? Descobre tudo nos 10 volumes já publicados em Portugal.


Por: Tatiana Trilho

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